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A cocaína é extraída da folha da coca. Ela age no sistema nervoso central, acelerando a atividade mental e produzindo estados excitação psíquica, e o usuário tem a sensação de que é forte, poderoso, invulnerável, influente, importante e que pode tudo. Depois de algum tempo de uso, começa a achar que está sendo perseguido e espionado. Quando inalada ou injetada, provoca euforia, liberando neurotransmissores cerebrais que são substâncias responsáveis pela "comunicação" entre os neurônios. Normalmente o hormônio liberado por um neurônio leva a mensagem para a célula seguinte e depois retorna à célula de onde saiu mas, a cocaína agindo exatamente nesse ponto, bloqueia essa reabsorção causando o estado de excitação, euforia, etc. Um grande problema é que por causa disso há um desgaste excessivo das cargas de neurotransmissores que ao final do efeito, o indivíduo passa por uma depressão forte, fazendo com que o mesmo volte a usar. A cocaína é responsável pelo nosso desequilíbrio estimulando o nosso centro de prazer. Sendo assim, a euforia vinda de seu uso, desaparece depois de aproximadamente 30 minutos (depende do usuário) ocasionando uma depressão tão profunda que pode durar até meses dependendo da quantidade que foi consumida e da quantidade de neurotransmissores que gastamos. O efeito estimulante desta droga pode ser tão intenso para um indivíduo que o mesmo pode vir a morrer por ataques, hipertensão ou taquicardia ou ainda, por extrema depressão respiratória e coma. Um outro problema da cocaína é que muitas vezes o usuário precisa de uma droga depressora para por exemplo conseguir dormir, isto é, para voltar do efeito da mesma e com isso ele passa a fazer uso de várias drogas o que pode representar um problema ainda maior. Dentre os problemas do uso a longo prazo está o derrame cerebral. As pessoas que vendem a droga para ser consumida, acabam por sua vez acrescentando outros materiais (pós brancos), para aumentar o peso. Muitas vezes, os produtos acrescentados à droga podem conter microorganismos também nocivos ao organismo, podendo acarretar uma infecção sanguínea ou pulmonar por exemplo. O consumo crônico pode levar à necrose (morte dos tecidos) da mucosa nasal ou das veias, quando injetada, o que aumenta ainda mais o risco de overdose pois pode provocar uma parada cardíaca letal. |
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